Seguidores

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Lembranças áridas

Lembro ainda,
da casa grande, 
do piso áspero, 
das alcovas e seus baús, 
As rusticas janelas, 
Paredes mal acabadas 
O velho fogão de lenha 
A mangueira que me abrigava 
O pátio gramado 
As árvores seculares, abrigo dos nômades 
Quando lá aportavam. 

O ribeirão de leito enfeitado de pedras 
E suas águas cristalinas serpeando,
e ali eu me banhava alegremente.
Hoje apenas ruínas . 

Dos maus tratos sofridos 
Não vale à pena citar, são lembranças áridas 
que vêm à tona, Ah, se elas tivessem 
a efemeridade da vida , ainda assim não têm força 
para deprimir meu humor. 
Primo pelo viver presente.

Diná Fernandes




quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

O "SER" Mulher



E Deus criou o mundo
De cada espécie um casal
Criou também o homem
Pensou na sua solidão

E num momento glorioso
Criou o ser “Mulher”
Feita de carne e osso
De imagem escultural

Traz em seu divino ventre
A semente da fertilidade
Esta que lhe faz especial
-Gestar e multiplicar vidas

Como se de ferro fosse
Esse ser polivalente
Guerreira e destemida
Persistente e incansável

Inúmeros atributos lhes são impostos...
Desafio é sua bandeira de luta
Em todos os segmentos
Aos poucos se infiltrando

Reivindicando seus direitos
Mostrando o quanto é capaz
De impor ao mundo o merecido
Respeito com seu grito de guerra

Chega de discriminação!
Ser mulher é ser consciente
Ser mulher é ser edificante
Mulher não é apenas sexo

Mulheres feitas de aço
Mulher é a mais bela criação
Mulher que dá vida à outra vida!
Parabéns a todas as mulheres!


Diná Fernandes



Sob os olhos de Deus


Caminhar por terra salitrada
Sem o temor da má-aventurança
Nas quatro direções sentir-se vigiada
Sob os olhos de Deus, guardada com segurança.

A estrada a percorrer é ilimitada
Há veredas que não inspiram confiança
Atenta, pra não se perder no deserto da vida
Neste tempo de incertezas, é preciso temperança.

Caminhar por rotas infindas? Caminhe...
Criar um marco de referência, e com Deus, aliança
Dar acabativa nas propostas indefinidas
Almejando futuros dias de bonança.

Entre erros, acertos, e algumas recaídas
Mastigar o infortúnio, lutar com pujança,
Sucesso não há, sem vida aguerrida
Alcançar o último degrau, requer mudanças

Diná Fernandes



Prêmio poético

 

CERTIFICADO CONFERIDO AO TEXTO "ALTERNATIVA PARA UM MUNDO MELHOR" PREMIADO NUMA COMUNIDADE DO ORKUT!!

(POESIA BOA ESTÁ NA CABEÇA)




terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Traição


Mulher traída quando já perdeu a esperança
Cansada das falsas mentiras e desventuras
Carregando o fardo da traição, e insegura
Reina em seu coração, sede de vingança

Perdeu seu amor, amarga a dor da indiferença
Briga com o coração repleto de amargura
Quando diz, sai da frente, já perdeu a candura
Nada mais importa, resta a intemperança

Decidir é crucial, foram-se os dias de bonança
Seu espírito latente voa sem rumo, às escuras
É hora de soltar as amarras, sem perder a compostura
Com firmeza, pisa fundo e decidida avança...

Mulher traída é como fera sem mordaça
A alma gritando de paixão, ao amante ela assegura
O desejo de vê-lo sofrer, e o esconjura
Cuidado! Praga de mulher traída é mais que ameaça;


Diná Fernandes



Dilúvio de versos

 

É noite enluarada, o céu está prateado,
minha pena sempre vigilante
logo se inquieta, e as palavras rolando
ao branco do papel, dão-lhe cor vibrante.

A pena segue como um rio, serpeante...
Em cada traço vejo seu corpo ondulado.
Percorro seus montes, aclives excitantes...
Perco-me na sua geografia, fico aloucado.

Nessa indigestão mental de sentimentos
Ardendo de desejos e loucos delírios,
Divido com a lua e a poesia, os lamentos!
E sob a luz do luar, e das rosas, o eflúvio

Derramei os meus versos, portentos?
Não sei! Sei que vieram como um dilúvio!


Diná Fernandes





Libertação


Caminho e observo o sisudo  ar do tempo
tão sisudo como anda meu pensamento.
Mergulho em minhas memórias,
 sinto que olhar para frente é o caminho a seguir, 
às vezes, nego-me a tal coisa.

Sempre me rouba à atenção
um ou outro pensamento
querendo calar minha voz,
enquanto tento escrever
a palavra certa
que me mostre à porta aberta
para que eu possa prosseguir.

Sorrio para minhas feridas
gulosas de cura.
Sinto as cicatrizes perdendo
espaço na sala do meu coração,
esse que se faz feliz
por não mais sentir
a dor que lhe faz triste.

È uma luta de corpo e mente
em mim tão presente
como um sopro que resmunga
aos meus ouvidos,
a exata decisão de libertação.

Diná Fernandes


Olhar cortante

Olhar forte, atraente diz muito Suscita palavras, o coração Sente, traduz em silêncio, é fruto Do despertar que produz sensação Nas entranha...