Lembro ainda,
da casa grande,
do piso áspero,
das alcovas e seus baús,
As rusticas janelas,
Paredes mal acabadas
O velho fogão de lenha
A mangueira que me abrigava
O pátio gramado
As árvores seculares, abrigo dos nômades
Quando lá aportavam.
O ribeirão de leito enfeitado de pedras
E suas águas cristalinas serpeando,
e ali eu me banhava alegremente.
Hoje apenas ruínas .
Dos maus tratos sofridos
Não vale à pena citar, são lembranças áridas
que vêm à tona, Ah, se elas tivessem
a efemeridade da vida , ainda assim não têm força
para deprimir meu humor.
Primo pelo viver presente.
Diná Fernandes







